The Gruffalo’s Child by Julia Donaldson – O Filho do Grúfalo tradução Gilda de Aquino

O Filho do Grúfalo –  tradução Gilda de Aquino

O Grúfalo disse ao seu filhinho que não devia entrar na floresta sozinho.

– Por que não? Por que não? –  ele quis saber. – Por que se você for, o rato mau vai te comer – respondeu o Grúfalo. – Uma vez eu o vi, tempos atrás o conheci. – Como é que ele é? Conta pra mim. É muito feio e grande assim?

O Grúfalo disse: – Deixe-me pensar. E coçando a cabeça começou a lembrar.

– O rato mau é muito parrudo, e seu rabo é longo e peludo; seus olhos de fogo parecem queimar e, em seu bigode, até passarinho pode pousar.

Numa noite fria, quando seu pai roncava, enquanto a neve caía e o vento soprava,

o filho do Grúfalo, que era teimoso, desobediente, mas bem corajoso, saiu da caverna e pôs-se a caminho, resolvido a entrar na floresta sozinho.

– Oho! Aha! Aonde será que essa trilha me levará? Olha um rabo saindo de uma pilha de pau! Será que é o rabo do rato mau?

E surgiu uma criatura de olhos pequenos, que nem bigode tinha, nem ao menos!

– Você não é o rato.
– Eu não, ele está no lago, comendo Grúfalo no prato. A neve aumentou e mais forte o vento soprou.

– Não tenho medo – o filho do Grúfalo falou.

– Oho! Aha! Marcas no chão! Aonde será que essas pegadas vão? Dois olhos brilhantes de algum animal. Será que são os olhos do rato mau?
Lá veio outra criatura. Como é que pode? De rabo curto e sem nenhum bigode.
– Você não é o rato! E a coruja falou: – Uhuuu, nem pensar, ele está provando torta de Grúfalo em algum lugar.

A neve aumentou e ainda mais forte o vento soprou. – Não tenho medo – o filho do Grúfalo falou.

– Oho! Aha! Pegadas no chão! De quem serão e aonde vão? Uma caverna e… bigodes! Olha ali! Será que o rato mau mora aqui?

A criatura apareceu de olhos esbranquiçados, e em seus bigodes nenhum passarinho pousado. – Você não é o rato! E a raposa falou: – Eu não, o que é que há? Ele está lá embaixo, tomando Grúfalo-chá.
“É tudo um truque!”, o filho do Grúfalo pensou, sentado num tronco, segurando seu boneco de pau. “Eu não acredito nesse tal de rato mau…”

“E lá vem um bichinho pequenininho, um ratinho, nem grande, nem mau… vai ser gostoso o meu lanchinho.”

-Espera! – Disse o ratinho. – Antes de me comer, tenho um amigo que você precisa conhecer. Se me deixar subir naquele galho ali, o meu amigo grande e mau vou trazer aqui.
O filho do Grúfalo parou, espantado. “Afinal, o rato mau existe!” E o ratinho insiste: – Vou subir neste galho e trazer o malvado. Espere e verá, mas tome cuidado!

A lua surgiu, redonda e brilhante, e na neve, de repente, uma sombra gigante. “Quem é esta criatura aterrorizante, que carrega nos ombros uma noz gigante? Com um rabo tão longo e bigodes enormes, com dentes afiados e orelhas disformes?”

– É o rato mau! – O filho do Grúfalo gritou. E o ratinho, sorrindo, de seu galho saltou. – Oho! Aha! Pegadas na neve. Aonde irão? Estou curioso. De quem serão?

E seguiu o rastro que o levou…
…Onde o filho do Grúfalo correndo entrou e nos braços do pai logo se enroscou.

Enquanto o Grúfalo ainda roncava, roncava, roncava, roncava.

The Gruffalo’s Child by Julia Donaldson

The Gruffalo said that no Gruffalo should ever set foot in the deep dark wood. “Why not? Why not?” “Because if you do, the Big Bad Mouse will be after you. I met him once,” said the Gruffalo. “I met him a long, long time ago.”
“What does he look like? Tell me, Dad. Is he terribly big and terribly bad?”

“I can’t quite remember,” the Gruffalo said. Then he thought for a minute and scratched his head. “The Big Bad Mouse is terribly strong, and his scaly tail is terribly long. His eyes are like pools of terrible fire, and his terrible whiskers are tougher than wire.”

One snowy night while the Gruffalo snored, the Gruffalo’s child was feeling bored. The Gruffalo’s child was feeling brave, so she tiptoed out of the Gruffalo cave. The snow fell fast and the wind blew wild. Into the wood went the Gruffalo’s child.

Aha! Oho! A trail in the snow! Whose is this trail and where does it go? A tail poked out of a log-pile house. Could this be the tail of the Big Bad Mouse?

Out slid the creature. His eyes were small. And he didn’t have whiskers – no, none at all. “You’re not the Mouse.” “Not I,” said the snake. “He’s down by the lake – eating Gruffalo cake.”
The snow fell fast and the wind blew wild. “I’m not scared,” said the Gruffalo’s child.

Aha! Oho! Marks in the snow! Whose are these claw marks? Where do they go? Two eyes gleamed out of a treetop house. Could these be the eyes of the Big Bad Mouse?

Down flew the creature. His tail was short. And he didn’t have whiskers of any sort. “You’re not the Mouse.” “Too-whoo, not I. But he’s somewhere nearby, eating Gruffalo pie.”
The snow fell fast and the wind blew wild. “I’m not scared,” said the Gruffalo’s child.

Aha! Oho! A track in the snow! Whose is this track and where does it go? Whiskers at last! And an underground house! (Could this be the home of the Big Bad Mouse?)

Out slunk the creature. His eyes weren’t fiery. His tail wasn’t scaly. His whiskers weren’t wiry. “You’re not the Mouse.” “Oh no, not me. He’s under a tree – drinking Gruffalo tea.”
“It’s all a trick!” said the Gruffalo’s child as she sat on a stump where the snow lay piled. “I don’t believe in the Big Bad Mouse…

“But here comes a little one, out of his house! Not big, not bad, but a mouse at least – you’ll taste good as a midnight feast.”

“Wait!” said the mouse. “Before you eat, there’s a friend of mine that you ought to meet. If you’ll let me hop onto a hazel twig, I’ll beckon my friend so bad and big.”
The Gruffalo’s child unclenched her fist. “The Big Bad Mouse –so he does exist!” The mouse hopped into the hazel tree. He beckoned and said, “Just wait and see.”

Out came the moon. It was bright and round. A terrible shadow fell onto the ground. Who is this creature so big, bad, and strong? His tail and his whiskers are terribly long. His ears are enormous, and over his shoulder he carries a nut as big as a boulder!

“The Big Bad Mouse!” yelled the Gruffalo’s child. The mouse jumped down from the twig and smiled. Aha! Oho! Prints in the snow. Whose are these footprints? Where do they go?

The footprints led to the Gruffalo cave, where the Gruffalo’s child was a bit less brave. The Gruffalo’s child was a bit less bored…
and the Gruffalos snored and snored and snored.

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