Giraffes can’t dance by Giles Andreae/Guy Parker-Rees Girafas não sabem dançar – tradução Eduardo Brandão

Giraffes can’t dance by  Giles Andreae/Guy Parker-Rees

Girafas não sabem dançar –  tradução Eduardo Brandão

Geraldo, o girafo, era alto, de pescoço comprido e esguio. Mas tinha os joelhos bem tortos e as pernas fininhas, um fio.

Enquanto ficava parado, comendo sem se apressar as tenras folhas das árvores, tudo ia bem, obrigado.
Mas quando tentava correr era um desastre, coitado!

Na África, todos os anos, um baile muito animado reúne os bichos da selva debaixo do céu estrelado. O dia da grande festança foi muito triste pro Gê: ele quis entrar na dança, mas…Vocês já vão ver.

Javalis dançaram valsa, rinocerontes, rock’n’roll, e os leões bailando tango deram um verdadeiro show. Os chimpanzés, um chachachá ressuscitaram em família, e a turma dos babuínos se esbaldou na quadrilha.

Gêraldo respirou fundo e foi para a pista dançar. Os outros abriram a roda e puseram-se a caçoar. “Olhem só o desastrado!”, riam os bichos sem dó. “Ô, Gê, girafa não dança! É bom nem tentar, seu bocó!”

O Gê desistiu do baile e foi para casa arrasado. Nunca se sentira tão triste, tão sozinho e fracassado. No meio da caminhada, Geraldo olhou para o céu. “Puxa, que lua mais linda!”, suspirou com a alma pesada.

“Gê! Gê!”, o grilo pedia atenção. “Qualquer um pode dançar! Só precisa descobrir uma música que lhe fale ao coração.”

“Ouça o ondular do capim e as árvores que farfalham. Não tem som igual pra mim a esses que a noite embalam.”

“Agora imagine qua a lua toca tão só pra você. Feche os olhos, ouça a música, entregue-se a ela, GeGê!”

O grilo ao seu violino completa o som da floresta. De repente Gê sente seu corpo mexer-se o som da seresta. Suas patas a traçar suaves círculos no chão, suaves círculos no chão, suaves círculos no chão…

Para um lado e para o outro balança seus longos braços e com o corpo bem solto, zás!, dá um salto no ar para trás.

E assim ficou gingando. Gê se sentia tão bem…Até que por fim se deu conta: “Estou dançando, eu também!”.

Os bichos que estavam no baile um a um foram chegando e boquiabertos ficaram ao ver o Geraldo bailando.

Numa só voz exclamaram: “Estou sonhando, alucino! Não é possível ser o Gê este incrível dançarino!”
Como faz você pra dançar com tanta malemolência?” Gêraldo encerrou a dança, fez a todos reverência, e respondeu com um olhar para o céu enluarado: “É que fui capaz de encontrar a música do meu agrado.”

Giraffes can’t dance by  Giles Andreae/Guy Parker-Rees

Gerald was a tall giraffe whose neck was long and slim. But his knees were awfully crooked and his legs were rather thin.

He was very good at standing still and munching shoots off trees. But when he tried to run around, he buckled at the knees.

Now every year in Africa they hold the Jungle Dance, where every single animal turns up to skip and prance.

And this year when the day arrived poor Gerald felt so sad, because when it came to dancing he was really very bad.

The warthogs started waltzing and the rhinos rock ’n’ rolled. The lions danced a tango that was elegant and bold.

The chimps all did a cha-cha with a very Latin feel, and eight baboons then teamed up for a splendid Scottish reel.

Gerald swallowed bravely as he walked toward the floor. But the lions saw him coming, and they soon began to roar. “Hey look at clumsy Gerald,“ the animals all sneered. “Giraffes can’t dance, you silly fool! Oh, Gerald, you’re so weird.”

Gerald simply froze up. He was rooted to the spot. They’re right, he thought. I’m useless. Oh, I feel like such a clot. So he crept off from the dance floor, and he started walking home. He’d never felt so sad before – so sad and so alone.

Then he found a little clearing, and he looked up at the sky. “The moon can be so beautiful,“ he whispered with a sigh. “Excuse me!” coughed a cricket who’d seen Gerald earlier on. “But sometimes when you’re different you just need a different song.”

“Listen to the swaying grass and listen to the trees. To me the sweetest music is those branches in the breeze. So imagine that the lovely moon is playing just for you – everything makes music if you really want it to.”

With that, the cricket smiled and picked up his violin. Then Gerald felt his body do the most amazing thing. His hooves had started shuffling, making circles on the ground. His neck was gently swaying, and his tail was swishing round.

He threw his legs out sideways, and he swung them everywhere. Then he did a backward somersault and leapt up in the air.

Gerald felt so wonderful his mouth was open wide. “I am dancing! Yes, I’m dancing! I AM DANCING!” Gerald cried.

Then, one by one, each animal who’d been there at the dance arrived while Gerald boogied on and watched him, quite entranced. They shouted, “It’s a miracle! We must be in a dream. Gerald’s the best dancer that we’ve ever, ever seen!”

“How did you learn to dance like that? Please, Gerald, tell us how.” But Gerald simply twirled around and finished with a bow.

Then he raised his head and looked up at the moon and stars above. “We all can dance,“ he said, “when we find music that we love.”

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